A família Corrêa de Oliveira

Como_conheci_a_Lucilia_Corrêa_de_Oliveira

As lápides trazem histórias dos tempos.

Pode-se imaginar através das frases, ali, colocadas à posteridade o perfil daquela família, de seus descendentes. Anjos segurando seus trompetes, imoveis, esperando o dia do Juízo Final.

Corpos com formas destorcidas, representando a própria dor. Tudo é símbolo para demonstrar como é terrível a partida, a despedida, o último adeus.

Seria muito interessante fazermos um trabalho sociológico, histórico e filosófico desse lugar, onde tantas relíquias se encontram e volto a afirmar, guarda um pedaço de São Paulo.

Dentro dessas minha reflexões chamava-me muito a atenção um túmulo simples, de cor escura, com algumas placas discretas de cor bronzeadas. Era da família Oliveira. 

Nessas minhas “travessias” pelo cemitério, encontrava, sempre, pessoas calmas rezando e quase indiferente ao seu entorno. Muitas fores, sempre florido com arranjos ornamentais: orquídeas, lírios, rosas, muitas rosas.

Não queria ser indiscreto e por isso mesmo procurei, certo dia, uma oportunidade, para estar sozinho e certificar-me quem era a pessoa que estava enterrada, ali.

Como me interessei em conhecer a Lucilia Correa de Oliveira. (II)

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O que vem depois da morte?

 

 

Como me interessei em conhecer a Lucilia Correa de Oliveira. (I)

 

Sempre, desde os primórdios de meus estudos de filosofia,me preocupava com a pergunta que se punha os filósofos clássicos: o que vem depois da morte? O que é a alma? Assim nos momentos livres que tinha em meu trabalho, visitava o cemitério da Consolação. Um pouco para pensar…

Outro motivo prático era que tinha necessidade de atravessar da Rua Mato Grosso, para Av. Consolação e por dentro do campo santo, me era mais fácil.

Lembro-me da impressão que aquele cenário me causou, quando lá passei pela primeira vez.

Os ciprestes altos e tristes, que apontavam para o céu me falavam de eternidade. Aqueles túmulos desenhados, mármores, esculturas fixadas no tempo, mas que pertenciam a um outro tempo.

Lentamente, fazia meu trajeto olhando as fotos colocadas nos túmulos, as frases. Fazia comigo mesmo as contas de quanto havia vivido o morto que lá estava enterrado.

Dentro da tragédia da morte, outra tragédia: o abandono. Campas esquecidas, em ruínas, destruídas, abandonadas. Memórias que tinham sido apagadas. Por outro lado jazigos suntuosos, grandes, monumentos para posteridade.

Naquela tranqüilidade, que nos faz esquecer o trânsito louco de São Paulo, eu meditava…

O que vem depois da morte?

Por quê os bons são difamados?

Cemitério_da_Consolação

Lembro-me com saudades da entrevista que tivemos com a irmã Cadorin.

Ela foi a postuladora da causa de canonização de Santa Paulina e também de Frei Galvão, agora: Santo Antônio de Santana Galvão. Como começa a canonização de um santo? Quando a Igreja declara alguém santo. O que é culto particular e culto privado?

Por que há pessoas que tem o desejo de detratar a virtudes de alguém que é bom? Como em sua sabedoria a Igreja determina o que é milagre ou não? É o que dentro desse blog queremos discutir. Sempre de acordo com o magistério da Santa Igreja Católica Apostólica e Romana.

***

Gostaria de relatar aqui graças que recebi em visita ao cemitério da Consolação, quando num dia me encontrava imersos em um mundo de problemas. Andando por aquelas alamedas que trazem a história de São Paulo, encontrei um túmulo sempre muito florido com um nome: Lucilia Correa de Oliveira…